Ditadura Militar (1964 – 1985)

Em 1º de abril de 1964 os militares tomaram o poder e, por meio de um ato institucional, iniciaram uma perseguição a todos que fossem considerados uma ameaça ao regime. Começou a ditadura militar brasileira que se estendeu até 1985.

Castelo Branco, primeiro presidente militar, governou até 1967. Aboliu todos os partidos políticos através do Ato Institucional Nº 2. Foram criados a Aliança Renovadora Nacional (Arena) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que se tornaram os únicos partidos brasileiros até 1979.

De 1976 a 1985 tivemos mais quatro presidentes militares e uma junta provisória que teve vigência em 1969. A ditadura militar durou 20 anos e foi marcada pelo crescimento econômico, por grandes empréstimos internacionais, pela subida da inflação, pela insatisfação popular, pelas atividades da guerrilha de esquerda e pela repressão à liberdade de expressão.

Apesar da repressão, esta foi uma época de imensa riqueza cultural, na qual uma geração de compositores e professores universitários floresceu. Mas muitos destes foram exilados, entre eles o sociólogo Fernando Henrique Cardoso e o músico Gilberto Gil.

Em resposta, tivemos protestos que uniram vários setores da sociedade contra o governo de Costa e Silva. A classe média ficou ao lado do movimento estudantil e de participantes da Igreja Católica, que antes apoiavam os militares. Em junho de 1968, nas ruas do Rio de Janeiro, aconteceu a Passeata dos Cem Mil, um marco da união contra a ditadura.

A censura se intensificou no fim deste ano, com a promulgação do Ato Institucional Nº 5, o AI-5, que estabelecia que todo e qualquer veículo de comunicação deveria ter a sua pauta previamente aprovada e sujeita à inspeção por agentes autorizados.

De 1969 a 1974 Emílio Médici governou o que chamamos de “Milagre Brasileiro”. Um período em que a economia brasileira evolui, ano após ano, tendo no início dos anos 70 um crescimento de mais de 10%. Foi uma época de grandes projetos como a Ponte Rio-Niterói e a Rodovia Transamazônica.

Porém, foi nesse mesmo período que a miséria e as desigualdades sociais aumentaram, houve uma invasão de terras indígenas e uma degradação do meio ambiente. Tivemos um dos governos mais repressivos de todos os tempos. As denúncias de torturas correram o mundo e provocaram um grave embaraço para o governo, que preferiu atribuí-las a uma campanha da esquerda comunista contra o Brasil.

Ernesto Geisel foi quem assumiu o governo brasileiro de 1974 a 1979. Começou com ele a tentativa do processo de redemocratização. Extinguiu o AI-5 e preparou a administração seguinte de João Figueiredo para realizar a anistia política e a volta dos exilados. Ao final dos anos 1970 tivemos o declínio econômico. Uma série de greves na indústria automobilística sinalizou a intenção de uma nova época no Brasil. O Partido dos Trabalhadores (PT) surgiu como primeiro partido de massa focado nos operários de classes mais baixas.

Em Janeiro de 1980, o primeiro manifesto do PT declarou a necessidade de construir uma sociedade igualitária, na qual não existiriam explorados nem exploradores.

O último presidente militar foi João Figueiredo, que governou de 1979 a 1985. Promoveu a lenta transição do poder político para os civis, jurando fazer deste país uma democracia. Aos presos políticos e aos exilados foram concedidas anistias e seis novos partidos políticos foram criados. O marco final da ditadura foi dado pelas Diretas Já, uma grande manifestação popular que reivindicava eleições presidenciais imediatas.

Terminou assim a primeira fase da transição democrática brasileira, com a saída dos militares da Presidência após 21 anos. Em 1985 os militares entregaram o poder pacificamente ao civil Tancredo Neves, eleito pelo Congresso Nacional.
Tancredo Neves foi festejado, e milhões de brasileiros saíram às ruas para comemorar o fim do regime militar. Mas, antes de tomar posse, o presidente morreu de insuficiência cardíaca. Foi o e seu vice, José Sarney, que assumiu a Presidência até 1990.

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10 Comentários sobre "Ditadura Militar (1964 – 1985)"

  1. Adenor F.Santos disse:

    Eu foi vitima,é punido indevidamente, por puro autoritarismo de um delegado do DPF, por não a ceitar obedecer as ordens absurdas determinado por ele eu não acatei, ele mé disse a guarde as consequencias, depois de oito dias, só fiz foi ouvir o meu nome divulgado no horario nacional da rede globo é mais 35 cinco colegas punidos no ato 05 eu foi enquadrado como omisso é connivete,com os méus ex/colégas considerados como corrupitos,mais depois de oito anos Deus, mé abençoou, eu foi anistiado,ex/presidente João Figueredo, assinou o ultimo ato de anistia politica, eu foi reintegrado é aposentado, com todos os méus direito é benefiçios, alguns dos ex/colégas conséguiram voltar,

    • luiz disse:

      legal gostei muito bom mesmo

  2. seu ze disse:

    muito legal!!

    • luiz fernando disse:

      se eu podesse copiar tudo no meu trabalho em ves de 20 30 pontos tiraria 100,valeu assim aprenderemos mais

  3. gabrielle disse:

    eu achei muito enteresante para trabalhos escolares eu direi 10 na prova so estudando isso por isso eu to muito feliz e dive a coragem de escrever
    beijos

  4. ruan disse:

    adorei

  5. Amei!!!

  6. Amei!!!

  7. Altamira disse:

    História sofrida…mas,linda…Uma história de resistencia…Estou fazendo um trabalho na Faculdade,me ajudou bastante.

  8. Douglas disse:

    Nossa… Quase fiquei analfabeto e cego ao ler alguns comentários. Enfim… Excelente texto, tive oportunidade de refletir em teu ponto de vista, e acrescentar alguns outros em minha pesquisa. Excelente trabalho. Abraços!

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