
A candidata do partido dos trabalhadores (PT), Dilma Rousseff, foi eleita a nova presidente do Brasil no dia 31 de outubro de 2010. A primeira presidente mulher do Brasil teve 56,05% dos votos válidos, vencendo seu candidato de oposição José Serra do PSDB no segundo turno das eleições.
Ex-guerrilheira, Dilma foi ministra de Minas e Energia em 2003 e da Casa Civil em 2005. Em 2001 seu caminho político encontrou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e desde então ela o acompanha em grandes projetos políticos.
Durante todos esses anos Lula e Dilma trabalharam juntos e construíram relações de confiança. O ex-presidente foi o principal responsável pela vitória de Dilma nas urnas. Rousseff fez sua campanha baseada na popularidade de Lula, sua aceitação de 77,5% dos brasileiros fizeram com que Dilma conquistasse a maioria dos votos.
Mas e agora, quais serão os próximos passos do governo de Dilma?
Em sua primeira coletiva, Rousseff afirmou que seus principais objetivos de governo seriam nas áreas de saúde, educação e segurança pública. Áreas que pouco avançaram no governo Lula. Na saúde, o governo Lula investiu apenas 3,5% do PIB (Produto Interno Bruto), sendo o mínimo desejável 6,5% . No plano da educação a taxa de analfabestimo caiu de 11,6% para 9,7% mas ainda é considerada altíssima. No âmbito da segurança deixou muito a desejar, as fronteiras do Brasil são pouco fiscalizadas, drogas e armas ilegais continuam a entrar no país.
Apesar das semelhanças ideológicas, Dilma Rousseff apresenta grandes diferenças do ex-presidente. Ao contrário de Lula, Dilma tem um perfil reservado, não faz grandes aparições públicas, nem discursos improvisados. A palavra de ordem parece ser a seriedade e não mais o carisma que o ex-presidente tanto afirmava em meio a piadas e jargões populares.
Dilma diminuiu o número de viagens e aumentou o horário de trabalho em Brasília. Todos achavam que os ministérios teriam como modelo as escolhas feitas por Lula, mas Dilma mostrou autonomia e fez grandes mudanças. O Palácio do Planalto continuou com 37 ministros, porém agora estes estão divididos em 4 grupos, cada um com um gerente escolhido pela presidenta. Nove mulheres foram nomeadas, o maior número de mulheres ministras na história do Brasil. Todas essas mudanças geraram especulações, mas Dilma afirma que a nova estrutura permitirá maior agilidade na tomada de decisões.
A equipe econômica da nova presidente confirma a cifra de R$ 50 bilhões no corte de gastos públicos, ajustes necessários para manter a saúde financeira dos próximos anos. Os gastos com pessoal foram reduzidos em R$ 3,5 bilhões, por meio do adiamento de concursos públicos e outras ações internas. Vários ministérios serão obrigados a cortar custos, o das Cidades foi um dos mais afetados com uma redução de R$ 5 bilhões para o Programa “Minha Casa, Minha Vida”. As viagens dos políticos não ficaram de fora, as diárias nos hotéis e as passagens serão reduzidas em 50%.
O anúncio deste grande corte de custos foi recebido com preocupação por grande parte do plenário. As novas medidas de governo mostram o pulso firme da nova presidente. Diversos setores serão prejudicados com a falta de investimentos, mas o governo garante que o Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, grande projeto do governo Lula, continuará com os investimentos previstos.
O Brasil espera pelas novas decisões da presidente Dilma. Em três meses de governo conseguimos sentir um pouco de como será o estilo de seu mandato para os próximos quatro anos. Sabemos de seu forte temperamento e de sua habilidade de administrar. Os programas sociais como o Bolsa Família serão ampliados, as verbas para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) serão mantidas. Os brasileiros desejam o progresso aliado a um governo limpo e sem escândalos financeiros. Os olhos do mundo estão voltados para nós, precisamos aproveitar as oportunidades para nos transformar no país do presente, no país desenvolvido e justo que queremos ser.

O país do futuro, nosso
O ano de 2014 chegará com a Copa do Mundo. Este será o grande momento para o Brasil mostrar sua capacidade ao mundo. Não somente capacidade esportiva, mas principalmente capacidade de administrar grandes eventos. Temos que ganhar a copa com os gols de 
